03/04/2025 - 11:01
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Líder militar de Mianmar viajará ao exterior mesmo com crise após terremoto

O líder da junta militar de Mianmar, Min Aung Hlaing, fará uma rara viagem internacional para participar de uma cúpula regional de países do sul da Ásiam em Bangkok, na sexta-feira (4). A informação foi confirmada pela Tailândia.

A viagem vai acontecer em um momento em que o Mianmar enfrenta uma das piores crises humanitárias dos últimos 100 anos. O país lida com as consequências de um grande terremoto de 7,7 de magnitude que já deixou mais de 2.700 mortos.

A saída ao exterior também é incomum para um general que é considerado um pária por muitos países e é alvo de sanções ocidentais e de uma investigação do Tribunal Penal Internacional.

“Ele participará da reunião no dia da cúpula”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Tailândia, Nikorndej Balankura. “No entanto, ainda não recebi sua programação de viagem.”

O chefe da junta militar está impedido de participar das cúpulas do bloco do Sudeste Asiático, Asean.

A cúpula vai incluir líderes dos países vizinhos Tailândia, Índia e Bangladesh. Para analistas, a participação do militar na reunião pode aumentar a legitimidade de Min Aung Hlaing em um momento em que o general avança com os preparativos de uma eleição, em dezembro, que deve perpetuar o regime militar no poder, ao que tudo indica.

O terremoto de magnitude 7,7, um dos mais fortes a atingir Mianmar em um século, sacudiu uma região que abriga 28 milhões de pessoas, derrubando edifícios, arrasando comunidades e deixando muitos sem comida, água e abrigo.

Os militares têm tido dificuldades para administrar Mianmar desde o golpe de 2021, que destituiu o governo civil eleito da ganhadora do Prêmio Nobel Aung San Suu Kyi.

A tomada de poder pelos militares fez com que a economia e os serviços básicos, incluindo os de saúde, ficassem em frangalhos em meio a um surto de guerra civil.

Mohammed Riyas, diretor da Cruz Vermelha Internacional em Mianmar, disse que as necessidades humanitárias são impressionantes, com hospitais sobrecarregados, falta de medicamentos e riscos crescentes de doenças transmitidas pela água.

“Pode levar semanas até que entendamos a extensão total da destruição causada por esse terremoto, já que as linhas da rede de comunicação estão desativadas e o transporte foi interrompido”, afirmou o diretor à Reuters.

“As pessoas precisam de cuidados médicos urgentes, água potável, barracas, alimentos e outras necessidades básicas. O fornecimento de serviços de saúde que salvam vidas é fundamental.”

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