05/04/2025 - 21:57
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Análise: O que a visita de enviado russo revela sobre política de Trump

A Casa Branca está mostrando sua verdadeira face em relação à Ucrânia.

Ao impor tarifas comerciais severas a 185 países esta semana, o governo Trump silenciosamente suspendeu as sanções de viagem a um dos conselheiros mais próximos de Vladimir Putin para que ele pudesse ir a Washington para negociações.

Kirill Dmitriev é o homem do dinheiro do presidente russo como chefe do fundo soberano do país. Ele estava fazendo a primeira visita de um oficial russo à capital dos EUA desde a invasão da Ucrânia por Putin, três anos atrás.

Este foi o mais recente sinal de que o presidente Donald Trump sonha com um novo relacionamento comercial dos EUA com a Rússia – mesmo enquanto ele inicia uma guerra comercial contra as economias mais ricas e diversificadas dos aliados dos EUA.

Mas a visita não foi o único sinal da posição de Trump nesta semana.

O presidente também atacou Zelensky, acusando o ucraniano de sabotar o último rascunho de um acordo há muito adiado que daria aos EUA acesso aos minerais de terras raras da Ucrânia.

Este é um “acordo” com o qual nenhum presidente ucraniano jamais concordaria. Sua nova iteração daria aos EUA poder de veto sobre um novo conselho que decidiria como os ativos seriam explorados.

Ele também afirma que a Ucrânia não se beneficiaria de nenhuma receita até que os EUA recuperassem toda a sua assistência ao esforço de guerra — um valor que Trump — inflando enormemente a verdade — diz ser superior a US$ 350 bilhões.

Essas condições draconianas mostram uma tentativa de saquear os recursos da Ucrânia e forçar a vítima violada da guerra a pagar uma forma de reparação a um terceiro — os Estados Unidos.

Trump insiste que tudo o que ele quer é acabar com a matança na Ucrânia — uma meta louvável. Mas em mais um sinal de suas prioridades, autoridades disseram à CNN na quinta-feira (3) que o secretário de Defesa Pete Hegseth não deve comparecer à reunião da semana que vem do Grupo de Contato de Defesa da Ucrânia em Bruxelas.

Os EUA entregaram o controle das reuniões mensais ao Reino Unido recentemente, e esta pode ser a primeira vez em três anos que um alto funcionário do Pentágono não está presente.

Tudo isso está se desenrolando enquanto a tentativa de Trump de acabar com a guerra — que ele uma vez insistiu que poderia fazer em 24 horas — está fracassando.

Dois supostos avanços alardeados pela Casa Branca, uma interrupção dos ataques a instalações de energia e um cessar-fogo marítimo no Mar Negro, estão paralisados. E as novas demandas da Rússia para recuperar o acesso ao comércio e aos bancos internacionais precisariam da adesão dos aliados céticos dos Estados Unidos na Europa.

Mas as concessões dos EUA continuam chegando. A suspensão temporária do status de pária de Dmitriev é apenas a mais recente.

A fonte do Kremlin disse ao repórter Phil Mattingly, da CNN, que a equipe de Trump já havia planejado a primeira redução da tensão na guerra e elogiou Steve Witkoff, o enviado dos EUA que tem expressado os pontos de vista de Putin desde que se encontrou com o líder russo.

“Com o governo Trump, estamos agora no campo de pensar sobre o que é possível”, disse Dmitriev.

A imprensa dos EUA ficou animada no último final de semana quando Trump fez uma rara crítica a Putin, dizendo à NBC que estava “irritado” por ter questionado a legitimidade de Zelensky.

Menos atenção foi dada quando Trump suavizou ressentimentos enquanto dizia a repórteres no Air Force One que acreditava que Putin queria paz. “Não acho que ele vá voltar atrás em sua palavra”, disse ele, acrescentando: “Eu o conheço há muito tempo”.

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